Português para Concurso, pontos Essenciais para você Aprender Definitivamente

Português para concurso

Português para concurso, é uma matéria que exige atenção de quem almeja aprovação em um concurso público, pois além de ser cobrada em todas as provas de concurso, precisamos ter uma boa base dela para interpretar bem as questões das outras matérias da prova.

Por isso coloquei aqui alguns pontos e dicas para você aprender e gabaritar língua portuguesa

Português para concurso

Antes de começar a estudar Português para concurso público ou vestibulares, saiba que o percurso envolve a paixão pela leitura e pela linguagem. Ou seja, aquele que tiver melhor capacidade de compreender adequadamente os textos da prova e que melhor internalizar as suas estruturas, compreendendo o funcionamento de cada gênero em cada situação, terá melhores resultados.

Este breve artigo traz alguns segredos que todos os concursandos devem saber na hora de fazer a prova de Português.

  • Leitura: é preciso ter boa prática de leitura.

  • Gramática em concursos: é preciso ter afinidade com a Gramática.

  • Edital: o edital da sua prova é o seu principal guia.

  • Conteúdos mais cobrados: priorize-os sempre.

  • Interpretação: há recursos que ajudam na interpretação de textos.

Leitura

Apresentada de forma tão direta, a premissa da “paixão pela linguagem” parece simplista para ser adotada como segredo do sucesso nas provas de Português. Não é. Recupere as questões de concursos anteriores e perceba como, no fim das contas, elas avaliam tanto o “convívio” do candidato com a leitura de textos diversos quanto sua habilidade de interagir com a Gramática.

Conclusão: se o candidato hostiliza a leitura, com qualidade, de textos, do mesmo modo, estará reduzindo as suas chances de ser aprovado. Essa premissa explica por que a melhor pontuação vem sempre do bom leitor.

Gramática em Concursos

Calma! Você não precisa “engolir” uma gramática, mas deve aprender, com precisão, os mecanismos da língua portuguesa, já que ela nada mais é do que o guia orientador da expressão oral e, sobretudo, escrita. Junta-se a elas, também, o estudo da matéria de forma objetiva.

Afinal, nem tudo que está na Gramática cai no concurso, ok?

Outro fator importante é buscar uma gramática completa porém com linguagem clara e direta, que seja voltada para concursos, e traga questões de concursos, por isso vou deixar aqui para você o link da Gramatica do Rodrigo Bezerra que é a que eu uso e recomendo.

Caso você tenha dúvidas, ou queira saber um pouco mais sobre as melhores opções de apostilas para concurso e materiais de estudo, preparei um artigo sobre o assunto, Melhores Apostilas para Concursos para conferir. 

O Edital é o seu Guia

Mas, afinal, o que significa estudar Português de maneira objetiva para concursos?

Todos os concursos brasileiros trazem questões de Português. Se juntássemos, por exemplo, todos os concursos do país, teríamos um conjunto impressionante de questões de língua portuguesa. Embora seja a disciplina mais importante de qualquer concurso, cada prova traz as suas especificidades descritas no edital.

Para algumas, a sintaxe de período é mais relevante; para outras, a regência e a concordância têm peso maior. Eis, aqui, a primeira dica: leia o edital da sua prova e veja quais são os conteúdos exigidos.

Conteúdos mais cobrados

Ortografia

De modo geral, quando o assunto é fonética ou fonologia, ou melhor, os sons linguísticos, o maior número de questões é de acentuação gráfica (proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos). Quando o assunto é ortografia (letra, alfabeto e notações léxicas), o emprego de letras e de iniciais maiúsculas dispara na frente.

Por exemplo, as palavras corrimão, digladiar, discernir, discrepância, discrição (discreto), discriminar (isolar), dispensa (licença), displicência, inclinar, inquirir, manteiga, manteigueira, meritíssimo, pião (brinquedo), privilégio costumam aparecer nas provas para análise da ortografia. E, por alguma razão, os candidatos costumam escorregar.

Morfologia

Entre os temas relacionados à morfologia da palavra, ou seja, classe, estrutura e formação de palavras, percebemos que o assunto mais cobrado são as conjunções, seguidas dos advérbios e das preposições.

Conectivos ou conjunções

As relações semânticas das conjunções sempre aparecem, tal como no exemplo a seguir exemplo. No excerto “É como se ela tivesse viajado sempre de executiva e agora tivesse de andar de econômica”, o conectivo “e” não apresenta valor de adição, e sim de adversidade.

Verbo

Quando o assunto é verbo, toda a atenção para a flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) e a flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo). Mas lembre-se de que o mais importante nos tempos e modos verbais é perceber a ideia que eles transmitem e seu significado nos textos. Ainda nos verbos, outro assunto muito frequente é a flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva).

Ou seja, é preciso, por exemplo, ter a noção de que, em um texto com o relato de memórias de um autor, a alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos é um dos recursos utilizados para organizar a sequência dos eventos narrados, uma vez que a narração é uma tipologia textual que narra acontecimentos.

Colocação pronominal

No que se refere aos pronomes, os pronomes relativos, em segundo, e a colocação pronominal, em primeiro, configuram a maior parte das questões de concurso. As bancas VUNESP, CESGRANRIO e CESPE nunca deixam de incluir esses temas.

Colocação pronominal não é uma questão estética. Não se trata de “ficar feio ou bonito”. O critério é mais fácil: há regras a serem consideradas e utilizadas automaticamente pelo escritor. Há três casos para a colocação do pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes): Próclise, Mesóclise e Ênclise.

Na Próclise, o pronome vem antes do verbo; na Ênclise, o pronome é colocado após o verbo; e, na Mesóclise, o pronome está no meio do verbo. O que você precisa saber? A Ênclise é a regra geral. O pronome deve ficar posposto (após) ao verbo quando não ocorrer qualquer dos casos de próclise ou mesóclise.

Sintaxe, concordância verbal e nominal e regência

Passando para os próximos itens mais cobrados pelos concursos, sintaxe, concordância verbal e nominal, regência e uso dos conectivos, em ordem decrescente, lideram o ranking do número de questões.

E se for para estudar mais cuidadosamente as orações subordinadas, dê atenção às orações subordinadas adverbiais. Já no que se refere à pontuação o uso da vírgula dispara na frente.

As funções morfossintáticas das palavras “se” e “que” também aparecem na lista dos assuntos mais cobrados. E a diferença dos “porquês” (por que, porque, porquê, por quê) é um tema bem comum nas questões de problemas da língua culta.

Mas como esse é um assunto rico, com muitas particularidades vou preparar um artigo mais detalhado, explicando sobre o tema. Fique de olho aqui no site que em breve publicarei.

Interpretação de textos

No topo do ranking dos temas mais cobrados, está, é claro, a interpretação de texto. Não é uma surpresa. Vivemos em um país no qual o analfabetismo funcional atinge 27% da população; ou seja, esse grupo, embora conheça de maneira primitiva o funcionamento da leitura, não sabe escrever nem interpretar textos de forma adequada.

Acertar, portanto, as questões de interpretação significa consolidar e automatizar uma habilidade bastante sofisticada para pertencer ao grupo dos que leem com naturalidade e com compreensão efetiva.

São esses, portanto, os temas mais cobrados nos editais. Eis a próxima dica: comece estudando os itens mais cobradas e um assunto levará ao outro. Pode acreditar.

Recursos para interpretar melhor

Como mencionado no início deste artigo, no fim das contas, as questões de concurso avaliam o contato, a prática e a habilidade do candidato com a leitura de textos. É preciso compreender sempre a intenção e a posição do autor, interpretando também os itens lexicais e gramaticais.

Texto não é um aglomerado de palavras desconexas, mas, sim, uma unidade de sentido e intenções. Qual o elemento-chave da crítica do autor? Quais as hipóteses levantadas? Quais as inferências do texto? O que o título sugere? Qual a tipologia textual? E o gênero? Qual a finalidade de cada parágrafo?

Essas perguntas são importantes para a compreensão de um texto, tal como a interpretação do vocabulário utilizado e as informações implícitas.

Interpretar um texto não é simplesmente saber o que estava na cabeça do escritor. É, na verdade, compreender a sua intencionalidade.

Dica final

Os concurseiros de plantão já sabem: “Português, peso 2”. Isso significa que ir bem em Português rende pontos à frente na classificação geral.

Não é porque somos falantes de uma língua que não precisamos estudá-la de maneira sistemática ou que, sem o menor esforço, conseguiremos acertar as questões sobre o funcionamento da nossa própria língua.

O que ajuda? A prática constante. As informações que estudamos ficam por algum tempo na memória, como se estivessem à disposição por um período curto de tempo. Se forem informações bastante utilizadas, estabelecem-se laços com outras informações que as ajudam a se sustentar por mais tempo.

Em outras palavras, pratique Português e estude os mecanismos da língua todos os dias para que nunca caiam no esquecimento. Tirar boas notas em Português é resultado de muito trabalho com a linguagem. Queira sempre mais e mais.

Também é importante você planejar seu tempo, fazer e seguir um cronograma de estudos. Caso você ainda não tenha feito seu cronograma de estudos, fiz um artigo com o passo-a-passo para você fazer o seu, é só clicar em Cronograma para Concurso.

Agora é com você, se gostou desse artigo, compartilhe com seu colega de estudos. E deixe aqui nos comentários sua duvida ou sugestão.

Seu comentário é muito importante, me motiva a continuar trazendo informações importantes para você concurseiro, te responderei o mais breve possível.

Bons estudos!