A Inteligência Emocional é fator determinante em provas e concursos

Nasci na pequena Comodoro, uma cidadezinha ao noroeste de Mato Grosso, divisa com Rondônia. Morei nela até os 14 anos. Nossa casa era simples, com um terreno bem grande, cercado com balaústras. Tive uma infância muito boa, éramos pobres de dinheiro, porém ricos em amizades, conhecia todo mundo do bairro, e quase todos da cidade. Nesse tempo que aprendi o valor da amizade, de ajudar o próximo, de socorrer o ferido.

Fui crescendo cheio de amigos, apesar da minha timidez. Preste a completar 15 anos, mudamos para Vilhena, uma cidade vizinha no Estado de Rondônia, que para mim era considerada cidade grande por conta do seus quase 100 mil habitantes.

Confesso que aquele monte de gente e carros na rua me assustavam um pouco, agora nossa casa tinha muros e as ruas não eram mais tão seguras para jogar futebol. Por causa dos muros altos, fomos conhecendo aos poucos os vizinhos. E vivi por lá mais 15 anos. Devido às oportunidades para se profissionalizar nossa vida financeira foi melhorando, tinha mais conforto e um pouco menos de amigos.

Mudei para uma cidade pouca coisa maior, atrás de uma oportunidade melhor de trabalho, retornando para o Mato Grosso, fiquei encantando com Tangará da Serra, uma cidade grande com cara de interior, com muros baixos e vizinhos receptivos, parecia estar revivendo os bons dias da minha infância, só que agora com pouco mais de conforto.

Mas a vida nos prega algumas peças, e uma delas me fez mudar de Estado e morar em um lugar que sempre temi morar, mudei para a grande Natal, capital do Rio Grande do Norte, uma cidade com praias lindas.

Porém, morar em uma capital nunca foi meu sonho. Aqui sofri o maior choque de cultura da minha vida, olha que já visitei aldeias indígenas no Mato Grosso e não foi tão impactante quanto mudar-se para capital.

Aqui as pessoas moram em condomínios fechados para se protegerem da criminalidade, são aglomerados de apartamentos, onde seus vizinhos te cumprimentam com certa desconfiança (quando te cumprimentam). É espantoso como as pessoas tem medo um dos outros, essa é minha sensação.

Outro dia parei para ajudar um jovem casal que estava com problemas em sua moto no meio de uma avenida movimentada, incrivelmente, ninguém mais parou, alguns nem se quer diminuíam a velocidade, tive de sinalizar para que parassem, só então pude ajudar os dois saírem do meio da avenida.

Colocamos a moto sobre a calçada e o rapaz pode ligar para um conhecido vir busca-los e rebocar a motocicleta até uma oficina.  Fiquei espantado com a falta de sensibilidade com o próximo!  Poderia acreditar que esse foi um evento isolado e não representa a maioria das pessoas daqui.

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No entanto, ao prestar socorro em um acidente de trânsito, vi os envolvidos trocando ofensas (nenhum dispostos a ouvir o outro). Para piorar a situação, outros motoristas passavam e zombavam (como dizem por aqui: estavam mangando). Havia aqueles que passavam enfurecidos por causa do acidente está atrasando o percurso e os desviando para um trajeto mais longo. Só não vi pessoas dispostas a ajudar.

Em um terceiro caso, em um dia de trafego intenso de veículos, por cousa de uma festa que estava acontecendo no condomínio, devido à falta de cordialidade de um motorista, a saída e a entrada do condomínio ficaram bloqueadas, tudo por causa do egoísmo ou sentimento de estar com a razão.

Não se pode esperar um pouco para que outros passem pelo corredor estreito e você possa trafegar livremente?  Para piorar, começaram as buzinadas e xingamentos, nenhuma das duas ações anteriores resolveram o problema, então desci, ao mesmo tempo que outro rapaz desceu do carro que estava atrás do meu e fomos pedir para alguns motoristas esperarem para entrar no condomínio, permitindo a saída dos que estavam lá dentro.

O rapaz ficou coordenando a saída de veículos e eu fiquei coordenando a entrada. Alguns continuaram emburrados, achando que estavam sendo prejudicados por terem que esperar, porém esperaram e em menos de 5 minutos o trânsito voltou ao normal. Gritar só ajuda quando é para se comunicar com alguém perdido numa floresta! Buzinar só se for para alertar alguém de um risco iminente ou para mostrar que está presente no local combinado!

Com todos esses casos poderíamos dizer que isso é um problema de Natal, no entanto, outro dia, vi no noticiário que um militar da marinha, descaracterizado, parou para ajudar uma mulher que estava com o carro quebrado no meio de uma via movimentada em Brasília, ele foi o único que parou para ajudá-la.

A equipe de reportagem que filmou a ação, enfatizou na matéria que ficou tão impressionada com a atitude do militar que teve de segui-lo para saber porque ele fez aquilo.  Já que não é comum as pessoas ajudarem as outras nessa situação. (Assista a matéria completa no Youtube).

Sabemos que esse problema (falta de paciência, fraternidade e domínio próprio) está cada vez mais comum nas grandes cidades devido ao estresse e às correrias do dia a dia.  Como combater esses problema?

Há alguns dias percebi que estava perdendo meu jeito de lidar com as situações, começando a se aborrecer por coisas supérfluas, perdendo o domínio próprio, não mais resolvendo as coisas de maneira inteligente.

Deixando as influências do ambiente mudarem meu jeito caipira de ser. Por isso resolvi relembrar as regras da inteligência emocional que aprendi ainda na infância e depois foram reaprendidas no tempo de serviço militar.

As regras da Inteligência Emocional seguem parâmetros simples

  1. Gratidão:

A cada nascer do sol temos a chance de recomeçar ou dar continuidade na nossa história. Ser grato pelas coisas básicas e simples da vida como poder abraçar, comer, locomover-se, trabalhar etc.

  1. Reconheça suas falhas:

Não é fraqueza assumir nossa estupidez. Temos a péssima mania de querer justificar nossos erros. Um erro é um erro, conserte o dano e siga em frente. Só não fique procurando justificativa para se manter errando.

  1. Hombridade:

Honre seus compromissos, seja uma pessoa de caráter, evite as mentirinhas diárias. A verdade liberta e traz paz.

  1. Cordialidade:

Surpreenda as pessoas com seu bom dia! De a preferência em tempo oportuno. (Mesmo que as pessoas não me cumprimentem, continuo cumprimentando-as. Sempre que possível, aqui no condomínio, abro a porta para alguém, ajudo carregar sacolas, etc. São tantas pequenas ações que podemos fazer. Por isso, já conquistei a amizade de alguns por aqui).

  1. Respiração:

Quando estiver diante de uma situação tensa, lembre-se de respirar! Jesus disse aos seus discípulos para não agirem quando estiverem com raiva, Ele sabia que uma pessoa com raiva respira menos e com menos oxigênio no cérebro terá menos raciocínio, e pensando menos é certo de tomar atitudes erradas. Portanto, recomendo respire com calma e profundamente antes de tomar decisões importantes.

  1. Convivência:

“Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo”. (Jim Rohn)

Não se deixe influenciar por pessoas que só professam coisas ruins, só falam em maldades, que se alegram com a derrota dos outros. Que adora programas sensacionalistas. Evite fofocas, desejar o mal para o outro é o mesmo que deseja para si.  Deixe de lado as palavras de baixo calão. Para se impor é preciso ser alguém respeitável e não ignorante.  Fale mais de coisas boas, enxergue o lado bom da vida mesmo nas tribulações.

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  1. Fé:

Essa considero a regra mais importante. A ciência não explica a fé, mas ela vai te ajudar a ter equilíbrio em tudo na vida. Tirar tempo para meditar e orar, que seja apenas 5 minutos, fará uma grande diferença na sua vida, e mudará gradativamente sua convivência e suas reações diante das dificuldades.

Viva a vida como se hoje fosse seu último dia, mas viva de tal forma que se você viver a amanhã fique muito feliz pelo que fez hoje e que a cada amanhã sua vida seja muito melhor!