Cerca de 90% dos concurseiros não acreditam que a forma de PENSAR influencia diretamente nos resultados em concursos.

Você já deve ter escutado que somente 10% dos concorrentes estão realmente preparados para disputarem as vagas. Não podemos afirmar que é 10% mesmo, essa porcentagem varia de concurso para concurso, porém não se distância tanto desse número.

Mas professor, os cursinhos preparatórios estão sempre lotados, sem falar o milhares que estudam com materiais Online, não é possível que seja tão baixo o número de candidatos aptos para  disputar as vagas.

Sim é possível, por exemplo;  o concurso da Polícia Rodoviária Federal, em 2013, teve mais de 70 mil inscritos, porém aptos para a academia ficaram cerca de 5% entre aprovado e classificados. Outro exemplo é  o concurso para Polícia Militar do Estado de Rondônia, em 2014, que teve mais  de 12 mil inscritos, no entanto, pouco menos de 10% , contando com classificados e aprovados, foram considerados aptos para iniciar academia.

E os cursinhos lotados não deveriam estar aprovando um monte de gente?

Deveria ser assim, mas não é. O que acontece é que muitos candidatos são apenas “fogo de palha”, só vão para o cursinho com o edital publicado e param de estudar logo depois que fazem a prova. Esse tipo de candidato tem poucas chances de se dar bem em provas.

Mas, professor, e aqueles  que estão estudando há um bom tempo e não conseguem passar?

Esses são os 90%  que não acreditam que a forma de PENSAR influencia diretamente nos resultados em concursos.

“Se você pensar que pode ou não pode, você vai estar certo” (Henry Ford).

Infelizmente, a maioria dos concurseiros acreditam que estudarem 4, 6, 8, 12 horas por dia é o suficiente para conseguirem a aprovação. Quando na verdade a aprovação está mais relacionada ao fator qualidade de estudo do que o fator quantidade de horas estudadas.

A qualidade na aprendizagem está relacionada as técnicas de estudo, memorização e as emoções que sentimos enquanto nos preparamos para o concurso.

Cuidar do emocional é primordial para não sofrer com a ansiedade, nervosismo e o apagão cerebral (branco) na hora da prova.  Esses sentimentos são responsáveis pela reprovação de muitos concurseiros que  estão preparados intelectualmente para o concurso.  Outro sentimento que reprova muita gente é o medo de passar vergonha se não tirar uma nota boa na prova.

Ainda tem problemas maiores que afetam  diretamente a forma de aprender que é a autoestima baixa, os pensamentos negativos e o desejo de estar em outro lugar em vez de estar estudando.

O cérebro canaliza estas sensações e vai trabalhar para que você NÃO sofra com isso. Só que de uma forma muito ruim, pois ele vai fazer com que você não estude para não precisar ficar com esses sentimentos.  Sabe aquela sensação de tédio, de preguiça mental, pode estar relacionada aos hormônios gerados pelos pensamentos negativos que você anda tendo.

Por outro lado sempre que fazemos uma atividade prazerosa nosso cérebro é banhado por hormônios que causam as melhores sensações, e isso também faz com que esses momentos sejam facilmente lembrados mesmo que se passem muitos anos.

Mas como se sentir bem na hora de estudar?

Primeiro você tem que entender que estudar faz parte do seu sonho.

Segundo, pensar nos benefícios que a aprovação vai te dar serve como motivação para gerar hormônios (sensações boas).

Terceiro, se alegre com as pequenas conquistas, como aprender as regras de crases, aprender um artigo novo da Constituição Brasileira, etc. Se alegrar é uma forma de gerar sensações boas no cérebro.

Quarto, crie pequenos desafios de aprender um pouco mais todos os dias. Por exemplo: responder 10 questões de língua Portuguesa em 20 minutos; Escrever uma redação de 30 linhas toda quarta-feira; Responder 5 questões de raciocínio lógico em 15 minutos.  Os desafios são uma ótima forma de manter nossa atenção e também controlar nossa ansiedade.

Para ampliar seu conhecimento sobre a inteligência emocional leia o livro. “O Código da Inteligência” do Dr. Augusto Cury.